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Quinta-feira, 26 de Março de 2009
Título: A minha casa de Benguela
Intérprete: Raúl Indipwo
Álbum: ?
Ano: 198?
 
 
Na minha casa de Benguela havia um pomar
Com goiabeiras, tamarindos e araçás
E um embondeiro
Onde eu passava o dia inteiro
O anjo da guarda e a fantasia
Eram a minha companhia

No meu avião sap sapeiro
Eu viajava pelo mundo inteiro
E o meu pensamento andava longe
Andava nas asas do pombo verde
E a minha mana Olga me dizia
Que querer é poder
E eu viajava, inventava e sonhava
Até a mamã me chamar

Quando a lua, subindo o embondeiro
Destapava a cara da noite quente
Deixando ver o vento sorrateiro
Passar com ar quase de gente

Vestindo folhas secas e poeira
Ondulando no capim da aldeia inteira
E depois, com um gesto desplicente
Como um namorado meigo

Roubava um beijo à esguia palmeira
Que se agitava farfalhando os dedos
Se encostando, tímida, à mangueira
Era uma coisa demais

Na minha casa de Benguela havia um pomar
Com goiabeiras, tamarindos e araçás
E um embondeiro
Onde eu passava o dia inteiro
O anjo da guarda e a fantasia
Eram a minha companhia

No meu avião sap sapeiro
Eu viajava pelo mundo inteiro
E o meu pensamento andava longe
Andava nas asas do pombo verde
E a minha mana Olga me dizia
Que querer é poder
E eu viajava, inventava e sonhava
Até a mamã me chamar

Quando a lua, subindo o embondeiro
Destapava a cara da noite quente
Deixando ver o vento sorrateiro
Passar com ar quase de gente

Vestindo folhas secas e poeira
Ondulando no capim da aldeia inteira
E depois, com um gesto desplicente
Como um namorado meigo

Roubava um beijo à esguia palmeira
Que se agitava farfalhando os dedos
Se encostando, tímida, à mangueira
Era uma coisa demais

...

Na minha casa de Benguela havia um pomar
Com goiabeiras, tamarindos e araçás
E um embondeiro
Onde eu passava o dia inteiro
O anjo da guarda e a fantasia
Eram a minha companhia

Na minha meninez de passarinho
Sabia que o vento era um mensageiro
Com recados que a mãe terra dava
Para os filhos que andavam por longe
P'ra não esquecerem nunca a terra amada
Que um dia também era libertada
E hoje sei que é tudo verdadeiro
O que, quando menino, eu só sonhava
 

Publicado por Daxe Renal às 18:41